A moda no ciberespaço

Segundo o instituto The Nielsen Company – empresa global de pesquisas no mercado consumidor – a roupa é o segundo tipo de produto mais cobiçado pelos internautas, perdendo apenas para os livros.

Considerada uma das 10 marcas mais valiosas do mundo , a Zara inaugurou no ano passado sua loja on-line disponível em 6 países europeus: Alemanha, Grã Bretanha, França, Itália, Espanha e Portugal. A estimativa é faturar 2,5 bilhões de dólares anuais com as vendas pela internet.

Já a GAP, que desde 1997 possui uma loja virtual apenas para os americanos, fatura em média 1,12 bilhão de dólares por ano, o que representa cerca de 8% do seu lucro nos Estados Unidos. A boa notícia é que a marca pretende expandir seu serviço para outros 65 países, inclusive em lugares onde ainda não existe loja física, como no Brasil.

Há 4 anos no mercado, a estilista brasileira Juliana Jabour também estreou seu endereço no e-commerce. No outlet on-line é possível encontrar peças com até 75% de desconto. A entrega é feita para todo o Brasil, mas há um projeto de expansão das vendas também para o exterior.

RJFW - Verão 2010 - Juliana Jabour

Foto: http://afonsogossipboy.blogspot.com

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Mosaico

O castelo de areia de Carmen Mayrink Veiga

Uma vida marcada pela alta-costura. Jantares black-tie ao lado de Lady Di e Rainha Elizabeth II. Carmen Therezinha Solbiati Mayrink Veiga sempre fez parte do jet-setter internacional.Filha do Cônsul da Itália, Carmen conviveu com um luxo jamais existente na história do Brasil. Pela Vogue americana, foi considerada umas das pessoas mais chiques da América do Sul.

Carmem nasceu em Pirajuí, interior de São Paulo. Descendente de italianos, sua família se estabeleceu no Brasil com a produção cafeeira.

Freqüentadora dos maiores desfiles franceses, casou-se em 1956 com o multimilionário Antonio Alfredo Mayrink Veiga. Mudou-se para o Rio de Janeiro, onde ganhou o título de “locomotiva da cidade”.Com o casamento vieram seus dois filhos: Antenor e Antonia e uma estada de mais de 20 anos em Paris, em um sofisticado apartamento de frente ao Rio Sena.

Esbanjando dinheiro e glamour, Carmen chegava a encomendar até 8 vestidos de alta-costura por estação – cada um custando em média 60 mil dólares.Teve o privilégio de ser a única mulher citada na biografia de Yves Saint Laurent, amigo íntimo nos tempos de glória. Seu guarda roupa era assinado por Valentino, Pierre Cardin, Azzaro. Nos finais de semana, os Mayrink eram convidados a caçar perdizes e faisões nas redomas dos castelos da França, Áustria e Escócia.Em uma dessas caçadas, Antonio gastou mais de 150 mil dólares para abater grandes animais.

A história dos Mayrink foge de qualquer realidade até hoje vista. Carmen foi retratada por pintores como Portinari,Pablo Picasso,Romero Britto,Andy Warhol e Di Cavalcante e em 2003 teve seus vestidos expostos na Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa. Carmen,com seu estilo de vida tao exclusivo, serviu de inspiração para a atriz Marília Pêra na novela “Duas Caras”. A atriz deu conta do papel, fazendo uma divertida socialite carioca e transbordando requinte.

Hoje, com uma dívida de 20 milhões de dólares, Carmen e Antonio ainda conseguem manter o status. A empresa do casal – fábrica de armamentos para a Guarda Nacional – entrou em crise em 1990.Vivem num luxuoso apartamento no Rio de Janeiro, com vista para o Pão de Açúcar.Leiloaram o antigo carro Rolls – Royce e devolveram o apartamento alugado em Paris. Carmen se encontra em uma cadeira de rodas devido a uma doença degenerativa. Antonio teve um infarto, mas se mantém firme, controlando as dívidas da família. Numa entrevista para revista Veja, confessou estar exausto em meio a tantos problemas jamais imaginados.

Do alto de seus 1.78m, Carmen mantém a pose. Não participa de desfiles europeus e nem comparece aos grandes eventos. Mas sabe de sua exclusividade na história do país.

Foto: zipar.blogspot.com

Deixe um comentário

Arquivado em Mosaico

Esmaltemaníacas

Picnidric Nails Mini Spa & Afins

Pra quem gosta de esmaltes este lugar é um paraíso! Com mais de 300 esmaltes, o Picnidric Nails Mini Spa & Afins conta também com serviço de manicure.

A dona do espaço é a estilista Adriana Barros. Localizado nos Jardins, possui acessórios – no mínimo – inusitados: a cesta de manicure é uma cesta de piquenique e o pote de acetona é um tubo de mostarda. Marcas como Channel e MAC fazem parte do acervo. Os esmaltes não estão à venda, pois a ideia é fazer a unha com a manicure de lá, mas se a cliente fizer uma mistura de cores bacanas, pode entrar para o “cardápio” do lugar.O preço gira em torno de R$25,00.

Picnidric Nails Mini Spa & Afins

Al. Franca, 1.243, Jardins, São Paulo – SP.

Tel.: 0/xx/11 2925-2300.

Foto: http://esmaltesdaana.com

1 comentário

Arquivado em Mosaico

À La Garçonne

Inaugurada no final do ano passado pelos estilistas Fabio de Souza e Alexandre Herchcovith, a À La Garçonne se destaca dentro do conceito de brechó . Dividida em dois andares, logo na entrada os clientes são recepcionados com tubaína, cerveja e chocolate. A casa tem um clima bem retrô e abriga desde móveis usados – e muito bem conservados – até brinquedos.

Aos fundos do antiquário há um espaço dedicado à campanha “Adotar é tudo de bom” da Pedigree, onde famosos doam peças de roupas e todo o dinheiro das vendas é revertido para o projeto.

Campanha "Adotar é Tudo de Bom"

O primeiro a colaborar foi o próprio Herchcovith, que doou cerca de 300 peças do seu guarda-roupa, incluindo sapatos, roupas e acessórios. Além do estilista, Ana Hickmann, Paulo Borges, Raquel Zimmermann, Luciana Curtis e Henrique Gendre já participaram do projeto.

À La Garçonne

Rua João Moura, 395 – Pinheiros

Tel.: 11 2364 3280

Fotos: http://www.verdinhobasico.com.br

 

Deixe um comentário

Arquivado em Mosaico

O império da “futilidade”

“Não é possível compreender a evolução da sociedade sem dar importância à moda, à sedução, ao luxo” Gilles Lipovetsky – Filósofo.

Primeira revista dedicada ao universo feminino, "O Cruzeiro" ditava a moda nos anos 40 e 50.

Segundo o livro Folha Explica a Moda, “A moda é um sistema que acompanha o vestuário e o tempo, que integra o simples uso das roupas no dia-a-dia a um contexto maior, político, social, sociológico”. As mudanças sociais podem ser percebidas se analisarmos as diferentes vestimentas através dos séculos. Nem por isso a moda se destaca nas vertentes do jornalismo, sendo ainda hoje considerada frívola e fútil. Os jornalistas de moda cumprem as mesmas regras básicas que valem para qualquer outra área do jornalismo, mas constantemente reclamam dos olhares desconfiados dos profissionais de outros segmentos.

O preconceito surgiu nos anos 70, durante o regime militar, no qual o jornalismo – apesar da censura – nunca deixou de ser crítico. Mas o jornalismo de moda passou a ser visto como alienado, pois não estava ligado a política nem a economia.

Algumas coberturas jornalísticas foram tomadas pelo caráter comercial, intitulando as marcas e pessoas como mais importantes do que a moda em si. Mas o século XXI, junto com a globalização, abriu portas para os comunicadores, exibindo desfiles e novas coleções ao vivo através do computador. Como conseqüência da acessibilidade, o público se torna mais exigente quanto à qualidade e ao conteúdo da informação. A partir daí, a principal responsabilidade do jornalista passa a ser no entendimento do foco de interesse do seu público e no conhecimento de suas expectativas.

Em entrevista ao jornal Tribuna do Norte, o estilista brasileiro Ronaldo Fraga, diz que “a moda é a leitura do tempo” e considera um “desavisado” aquele que julga a moda como algo fútil.

Segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), o Brasil possui a sexta maior indústria têxtil do mundo e, até o final de 2010 espera exportar cerca de 456 milhões de dólares para países como China, Colômbia, Estados Unidos e México.

Cursos

Jornalismo de Moda

Istituto Europeo Di Design (IED)

Rua Maranhão, 617 – Higienópolis.

Tel.: 3660 – 8000

História da Moda

Escola São Paulo

Rua Augusta, 2239 – Consolação.

Tel.: 3060 – 3636

Foto: patrimoniografico.wordpress.com

1 comentário

Arquivado em Mosaico

Fast Fashion – A febre!

O conceito de fast fashion surgiu na Europa com intenção de levar ao consumidor as tendências mundiais da moda, com roupas de qualidade – algumas vezes – inferior e preços mais atrativos.  As coleções deste segmento são criadas a partir dos desejos do mercado. Segundo o consultor de moda Enrico Cietta “O que é essencial no fast fashion é o trabalho do consumidor, como no fast food, o cliente trabalha para a empresa. O serviço é rápido não porque é eficiente, mas porque o cliente é envolvido. Quando ele chega ao caixa para pedir um sanduíche, ele já escolheu antes, já decidiu, por isso é ágil. E, depois, ele ainda limpa o restaurante! É focado no trabalho do consumidor. No fast fashion, também é o cliente que decide a coleção”.

No Brasil, marcas como C&A e Riachuelo já aderiram a esse novo nicho de mercado. As lojas agora fazem macrocoleções anuais, reduzindo pela metade o tempo de produção e distribuição do produto.

Miu Miu à esquerda e a "aposta" da Zara à direita

A Zara, queridinha dos compradores ávidos por novidades e uma das precursoras da “moda rápida”, fabrica em média 70 novos produtos por dia. Se o produto faz sucesso, é reproduzido. Caso contrário é rapidamente tirado da coleção.

Em 2006, durante a palestra “A velocidade como estratégia”, feita no Fashion Marketing, Antonio Camuñas – assessor da presidência do grupo Inditex explicou como as cópias da Zara chegam com rapidez as mãos do consumidor. Segundo Camuñas, as cópias, na verdade, são apostas. Enquanto os estilistas levam um ano para produzirem o que mostram nos desfiles, a Zara precisa entregar sua coleção às lojas em 15 dias. O sucesso se dá ao assistir os desfiles e apostar que, uma ou outra peça terá um grande número de vendas.

Foto: http://juliapetit.com.br/home/gatinhos/

1 comentário

Arquivado em Mosaico

The September Issue

Vogue Set/2007:13 milhões de exemplares vendidos

Pesando 2,5kg, a edição de setembro de 2007 – o mês mais importante para as publicações de moda americana – da Vogue América entrou para história. Foram 13 milhões de exemplares vendidos e longos nove meses de produção, que resultaram no documentário The September Issue, do diretor R.J. Cutler. O filme mostra como são feitas as reuniões de pauta, produções de editorais e todo o dia a dia da redação. O destaque fica para a editora-chefe Anna Wintour, inspiradora do polêmico “O diabo veste Prada” .Para quem espera descartar as más impressões da “diaba”, eis a decepção: por saber de sua importância na indústria da moda, Anna é fria e não poupa críticas – o que é constatado na primeira parte do filme, quando vê com exclusividade a nova coleção da Yves Saint Laurent e trata de deixar claro, com suas caras e bocas, que não gostou do que viu.

Anna Wintor e Grace Coddington

Outra grande estrela do filme é a diretora criativa Grace Coddington, rotulada pela própria Anna Wintour como “gênio”. Há mais de 20 anos trabalhando na revista, Grace é a única capaz de bater de frente e discordar das opiniões da chefe.

Ao contrário do que é mostrado pela personagem Miranda Priestley, Anna Wintour divide o elevador com os demais funcionários e busca seu próprio café no Starbucks. Em entrevista a CBS, a editora comentou sobre ser tachada como a diaba que veste Prada “Isso é exagero. Acho que em resposta posso dizer que tenho tantas pessoas que trabalham comigo há 15, 20 anos, e se eu sou tão ruim assim, eles devem ser glutões da punição”.


Fotos: http://www.fashionismo.com.br/?s=the+september+issue

revistaestilo.abril.com.br

1 comentário

Arquivado em Livros e Filmes